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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Redação do SARESP do Hugo Publicada num Jornal!

O SARESP é uma prova do Governo do Estado de São Paulo, aplicada em todo fim de ciclo(5ªs, 8ªs e 3º's).
O tema da redação desse ano era "Palmadinhas nas crianças você é contra ou favor?"
E por incrível que pareça blognautas, a redação-artigo escrito por este que vos redige nesse momento foi parar na pg 2 do Jornal Exemplo edição desta sexta-feira, 26.
Segue abaixo o texto na íntegra, e também o link do site do jornal!
Deixem a opinião sobre o assunto nos comentários!

Texto do Hugo no Site do Jornal Exemplo? Clica!


Bata de frente - escolha o padrão que seu filho deve seguir
Com certeza, em 1920, a mesma criança que está usando cachimbo para o uso de crack hoje, estaria a polir os sapatos de um senhor, que lhe pagaria com uma pequena moeda. As diferenças nesses 90 anos não são só essas, além disso, a cultura e o corpo machucado diferem a criança daquela época e a de hoje, que denunciaria o pai em tal situação.
As formas de governo, mudanças na abordagem da imprensa e popularização de métodos recomendados por psicólogos, foram as principais causas da grande diferença entre crianças que vivem em épocas diferentes, mas no mesmo país. A indignação causada pelo regime militar no Brasil talvez tenha sido o estopim para a mudança da educação em casa, pois ninguém queria ser comparado aos rigorosos ditadores no que se refere à disciplina dos filhos.
Bastam algumas palavras para que os hoje senhores lembrem com carinho da tão famosa ‘vara de marmelo’ e soltem, em maioria, junto a uma lágrima cheia de saudade dos tempos da infância, a frase “ainda bem que meu pai me bateu”. Não há ódio ou ressentimento aos pais que seguiam à risca os conceitos jesuítas da época de Cabral. Segundo esses anciãos de hoje, durante o castigo eles aprendiam que iriam responder pelos seus atos e que não poderiam fazer tudo o que desejavam.
Os que defendem nenhum tipo de castigo físico, zelam pelo fim da violência doméstica, mas não consideram que, se os pais não colocarem limites, o tal “mundo lá fora” irá colocar. Um argumento forte é que, quem não apanha dos pais, vai apanhar da polícia ou dos bandidos, e é melhor apanhar dos pais, que amam e têm carinho pelos filhos, do que de pessoas desconhecidas que não se preocupam com o quanto podem ferir psicologicamente e fisicamente uma pessoa desconhecida.
Por fim, o argumento mais forte, é o que é dito nos cursos de pedagogia, a fim de formar a teoria de que alguém tem que disciplinar a criança, pois ela tem a energia de um aeroporto internacional, a única diferença é que não tem torre de comando. A comparação é quase perfeita, considerando que, como o governo não cuidou direito dos aeroportos, eles cresceram e os problemas que eles causam, parecem não ter solução.
Se cuidarmos das nossas crianças com amor e respeito, as palmadas serão meros detalhes. Punir sim, de forma física, sem espancamento ou raiva, acenando assim para eles, que há limites e regras a serem cumpridos e se assim não forem, ocorrerão punições. Assim, evitaremos talvez, um delinquente no futuro. Para melhor avaliação, basta comparar a geração atual, afundada em drogas, preconceitos e sem limites, com a de 50 anos atrás, que tinha respeito e disciplina, obedecia por medo. A solução é, sem dúvida, o meio termo entre essas duas gerações totalmente diferentes.

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